Não basta ser pai, tem que participar
A presença do companheiro nas consultas ajuda no esclarecimento de dúvidas e une ainda mais o casal
A participação do marido nas consultas de pré-natal, no parto e em futuras visitas ao pediatra é uma situação nova. Até então, a maioria dos homens não participava. Eles seguiam a tradição de serem pouco participativos porque seus avós e seus pais foram assim. Aos poucos, o homem passa a ocupar um espaço mais próximo da família, que começa, efetivamente, nas consultas ginecológicas ou de pré-natal.
O casal deve ter abertura para que a mulher se sinta à vontade em convidá-lo a participar das consultas e esclarecer dúvidas sobre sexo, conhecimento do próprio corpo, orgasmo, dificuldade de engravidar e patologias mais freqüentes. Após a concepção, o casal inicia uma jornada rumo à constituição da família, com planos para o futuro, escolha de médico, hospital, enxoval do bebê e comemoração com familiares e amigos.
Como ginecologista e obstetra posso afirmar que a presença do marido em consultas de pré-natal é fundamental para esclarecimentos sobre o desenvolvimento da gestante e do bebê, bem como a decisão sobre o tipo de parto (se normal ou cesárea) e esclarecimento de outras dúvidas. Mas é na hora do parto que nós, médicos, podemos observar o máximo de felicidade do casal. A satisfação com que o marido é surpreendido, o faz valorizar ainda mais a esposa como mãe e, principalmente, como mulher.
Por todas essas razões, defendo que o marido tem a obrigação de participar das consultas e, se possível, do parto de seu filho.
Dr. Rogerio Moreno é Ginecologista e Obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz