Fundo Cristão
Livro Grávida e Bela
Dra Carla Góes Souza Sallet
Grávida,bela e imortalizada em canvas
Conheça o perfil astrológico do seu bebê
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Conheça o perfil astrológico do seu bebê

Muitos podem se perguntar por que fazer um mapa astrológico, principalmente de uma criança que acabou de nascer. Na minha percepção, este é uma espécie de guia ordenador, um indicativo de como a criança tende a se mobilizar diante dos desafios da vida, a começar pelo próprio convívio com a sua primeira referência social – a família.
Gostaria de lembrar que o estudo astrológico é muito antigo e baseado nas observações de como a repetição de determinadas posições planetárias acabavam sinalizando uma repetição de fatos ou tendências. Em termos de documentos escritos, a história da astrologia remonta aos Sumérios e Babilônios. Havia inclusive uma tribo de sacerdotes – os astrólogos – que buscavam interpretar os sinais do céu, em uma preocupação de entender o caminho do seu povo, de suas atividades básicas – principalmente a agricultura e a atividade comercial – e de seu representante, o rei.
Isto porque as posições planetárias tendem a se repetir dentro de ciclos específicos que variam em termos de duração. Assim, o ciclo mais rápido que temos é o da Lua – seu percurso através do caminho simbólico do Zodíaco dura aproximadamente 29 dias e sempre foi utilizado pelos povos primitivos para marcar o período de gestação (9 luas) e também os ciclos da agricultura. O mais longo conhecido pela Humanidade, até o século XVIII era o de Saturno – 29 anos, aproximadamente e que estava ligado à própria existência, aos resultados duradouros e aos limites aceitáveis da ação pessoal dentro da sociedade. Na sociedade contemporânea, contamos com 3 novos ciclos, todos mais longos do que o de Saturno, e que sinalizam um movimento tão lento que serve como referencial de gerações – suas buscas e desafios como coletividade. Assim, temos Urano (84 anos), Netuno (164 anos) e Plutão (248 anos).
O estudo desses movimentos revela padrões coletivos e permite entender um pouco mais, usando analogias, a movimentação de nosso psiquismo e a reação frente a estímulos externos. Assim, vamos encontrar diferentes padrões de comunicação e relacionamento (mais ou menos extrovertidos, mais gregários ou mais solitários,etc.), de aprendizagem (aprendizagem mais visual, capacidade de abstração, necessidade de partir de exemplos concretos, sensibilidade que interfere no aprendizado, etc.), modelos de reação emocional, dentre outras informações.
Abaixo vocês vão encontrar uma síntese das informações que são fornecidas e que podem ajudar os pais a entenderem mais a dinâmica, o ritmo e as necessidades de seus filhos. Assim, pode ficar um pouco mais fácil estimular os potenciais positivos e a respeitar as diferenças e dificuldades que são específicas de cada ser. Esta é a grande riqueza do ser humano – a sua capacidade de observar, entender e reagir aos estímulos da vida, gerando novas respostas e permitindo a evolução da sociedade humana.
Atuando como astróloga há 12 anos, trabalhando como contadora de histórias, professora de mitologia, consultora em simbolismo e, mais recentemente, estudando psicanálise, venho buscando entender mais o potencial humano de enfrentar os desafios da vida. Acredito que a disposição dos adultos em observar e respeitar as diferenças amplia as chances das crianças de se tornarem cidadãos conscientes e engajados na luta por melhores condições de vida para todos. Este é o grande desafio de todos, principalmente pais e educadores.


Cada ser humano chega a este mundo com uma “foto do seu céu”, que mostra uma espécie de “guia do caminho”, calculado a partir do local, data e hora do nascimento deste novo bebê (seu ponto de observação). No simbolismo ali expresso estão indicados os pontos principais do seu caminho – seu jeito de ver o mundo e as relações humanas, iniciando pelo seu referencial familiar.



O bebê já traz indicações de como sentiu a relação com a mãe, a sua percepção da vida intra-uterina, as questões ligadas ao parto, a alimentação, a percepção de seu quartinho e das pessoas que o cercam – começando pela mãe e pelo pai. Conseguimos também informações sobre o seu jeito de observar e interagir com o mundo, o jeito de se comunicar e de aprender, seu grau de sociabilidade, os pontos mais importantes na sua rotina e na sua saúde (cuidados necessários) e muitas outras coisas, como vocês podem ver abaixo. Mas antes, é preciso colocar alguns esclarecimentos básicos sobre conceitos astrológicos:

I. Signos astrológicos è são as doze partes constituintes do caminho percorrido pelo Sol através do Céu, constituindo o “cinturão zodiacal”. É uma referência abstrata (não existe fisicamente no céu), mas funcionam como se fosse os “diretores de cena” de cada uma das áreas do mapa, chamadas de...
II. Casas astrológicas è são os doze setores definidos no mapa a partir do movimento de rotação da Terra. Na hora do nascimento, uma determinada zona da roda zodiacal emerge no horizonte, e fica conhecido como o Signo Ascendente, que corresponde ao nascer do Sol e da vida. As outras três direções essenciais são: o Meio do Céu (a hora máxima da força solar – o meio-dia, o apogeu da vida, o propósito desta existência),o Descendente (correspondendo ao cair da tarde, onde as nossas expectativas precisam ser ajustadas às expectativas daqueles que nos cercam, principalmente nossas parcerias) e finalmente o Fundo do Céu, (a hora mais profunda da noite, a meia-noite, a nossa essência, a nossa origem, o que vivemos e como percebemos o núcleo familiar). No caso do bebê, é sempre bom respeitar as suas características pessoais e transformar seu quartinho – o primeiro espaço de aprendizagem – em um recanto protetor e ao mesmo tempo estimulante para o seu despertar para a vida.
III. Triângulo da personalidade è são os três pontos mais importantes para a definição do perfil pessoal:
Sol è centro da expressão consciente do ser, o que desejamos e mostramos. É o signo que corresponde ao setor celeste onde o Sol se encontrava no nascimento. É também o modelo de ação sugerido pela figura paterna ou seu substituto – seu grau de proximidade com o filho, sua capacidade de ação, sua interação afetiva, enfim sua participação na formação dos valores de vida para o pequeno ser que chega ao mundo;

Lua è centro da memória e das emoções, vivências primárias a partir do contato com a mãe e a família. Traz também o magnetismo e a intuição. Espelha como a criança vê a mãe ou a pessoa que dela cuida, na ausência da mãe biológica. Indica a sensação de segurança emocional que a criança adquire para enfrentar o mundo futuro, como se sentiu nutrida e acalentada. O contato começa no útero materno e vai interferir nos mecanismos de defesa da criança que a criança desenvolve e que passa a usar, de maneira geralmente intuitiva, ao longo de sua vida. Expressa também as reações instintivas face às diferentes situações de vida.

Ascendente è “cartão de visita”, como a criança tende a se mostrar, seu dinamismo e expressão. Corresponde ao signo que estaria “despontando” no horizonte na hora do nascimento. De uma certa forma, podemos também associar às expectativas de vida, aos sonhos que mobilizam a criança ao longo de seu caminhar pela vida. Traz também informações sobre o grau de espontaneidade, de vitalidade, a vontade de se colocar, ou não, diante do grupo.

Outras informações importantes:

IV. Planetas pessoais è são os planetas mais rápidos do sistema solar, aos quais são atribuídos características mais específicas de aprendizagem e comunicação (Mercúrio), modo de relacionar-se e o que valoriza (Vênus) e a maneira de agir e conquistar espaço ou objetivos (Marte);
V. Planetas sociais è mostram como percebemos a vida em sociedade, com o objetivo de evoluir e seguir as condições impostas pela sociedade (Júpiter) e perceber nossos limites e obrigações (Saturno);
VI. Planetas coletivos è são os planetas mais distantes e que foram descobertos somente a partir do final do século XVIII. Como demoram para percorrer o Zodíaco, acabam trazendo características mais coletivas, ou seja, definem diferenças geracionais sobre liberdade e inovações (Urano), sensibilidade e escapismo (Netuno) e poder, paixão e capacidade de enfrentar crises profundas (Plutão).

Um caminho a percorrer - Os primeiros anos de vida


1. A concepção..... (casa IV); as primeiras semanas de gravidez; o período em que começa a sentir a criança (doze a vinte e três semanas); a síntese da gravidez e o nascimento;

AS FASES DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL:

2. Fase oral – até um ano de vida, aproximadamente:
a. Os dois primeiros meses (casa II) – amamentação e o cuidado que recebe è sinaliza como vai lidar com a comida nas fases posteriores.
b. O período até 6 meses (casa III) - Contato com o ambiente e primeiros aprendizados.
c. 6 meses a um ano (casa IV) - o seu quartinho, o que precisa ter para o bebê se sentir confortável e acolhido. A entrada da figura do pai è período de “separação” da mãe (só agora percebe que ela não é parte dele).
d. Um a dois anos (casa V) - Período narcísico ou a admiração pelo que consegue fazer

3. Fase anal - dois a três anos (casa VI) – Aprendendo hábitos de higiene e educação alimentar
4. Fase fálica – de três a 7 anos – período fundamental da aprendizagem das relações sociais – os pais, de forma amorosa, vão mostrando a importância dos limites, reforçando os comportamentos adequados com elogios, mas também sabendo reprimir os excessos. A criança está descobrindo, e testando, seu papel no mundo.

a. Fase edipiana (casa VII) - admiração pela figura parental do sexo oposto. É muito importante a participação de ambos os pais para ajudar a criança a introjetar um modelo positivo.
b. O despertar da sexualidade (casa VIII) – a descoberta das diferenças sexuais e do próprio prazer.

5. Fase escolar (casa IX):

a. Período de latência – até o início da adolescência – fase de aquietamento da curiosidade sexual, canalizada agora para as atividades criativas e intelectuais.
b. Fase genital – a retomada do interesse sexual e o processo de distanciamento da influência dos pais – a descoberta do grupo da mesma faixa etária.

É grande o desafio para entender e estimular este pequeno ser a se desenvolver de forma adequada, mas é maior ainda a gratificação quando vemos que, apesar das dificuldades e dos medos, conseguimos ver que eles se levantam e caminham pela vida. Este é o grande prêmio para todos os pais que se empenham em dar aos filhos condições para que enfrentem a vida como guerreiros que acreditam na vitória.

Maria Teresa Mendonça de Barros, Teca Mendonça, formada em Letras pela PUC do Rio de Janeiro. Terapeuta, astróloga e autora do livro As Faces Eternas do Feminino no Cinema e na Propaganda pela Editora Triom, onde aborda os mitos enquanto modelos simbólicos da personalidade feminina. tecamendonca@uol.com.br.